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Prefeituras avaliam proposta de implantação de usinas solares próprias

Publicado em 02/10/2018 às 17:21 - Atualizado em 02/10/2018 às 17:21

A Amurel sediou nesta terça-feira, 2, um encontro para debater a possibilidade de os municípios diminuírem a conta de luz ao investir em energia solar, uma fonte limpa cada vez mais em expansão no mundo. É o projeto Municípios Solares, uma iniciativa do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas da América Latina (Ideal) com o apoio da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e das associações de municípios, que assinaram um Termo de Cooperação entre as instituições durante a última assembleia de prefeitos e prefeitas, no dia 8 de agosto. Pelo Termo, foram programados encontros em 10 regiões do Estado para apresentar a ideia e o de Tubarão encerrou o roteiro. O prefeito de Tubarão, na condição de município anfitrião abriu a cerimônia no auditório da Associação, também com a participação presidente da Amurel, prefeito de São Martinho Robson Back.

O presidente do Instituo Ideal, Mauro Passos, acredita que o Municípios Solares tem tudo para dar certo. “Os prefeitos estarão tirando despesas do município e incorporando um equipamento ao patrimônio público. Fazendo uma conta preliminar, pensamos que o custo de instalação vai ser muito próximo das despesas de energia. Ou seja, estarão agregando patrimônio ao município sem onerá-lo”, afirma Mauro Passos.

O secretário de Administração, Finanças e Planejamento do município de Santa Rosa de Lima Sebastião Vanderlinde faz a mesma conta e estave presente ao encontro na Amurel, de olho na possibilidade de zerar a conta de energia. “Nós gastamos em média R$ 12 mil por mês, somadas as unidades públicas municipais. Estive fazendo contas por alto e penso que em 4 a 6 anos o investimento poderá se pagar, com a energia produzida. Parece que há a possibilidade de financiamento para isso, o que facilitaria muito a implantação”, disse.

A ideia inicial surgiu em Imbituba, também na região da Amurel. Em 2017, Mauro Passos sugeriu ao prefeito Rosenvaldo da Silva Júnior que fossem instalados painéis solares nos telhados de um colégio que passava por uma reforma. Como o local é amplo e possui uma ótima insolação, comportaria um equipamento que pudesse produzir grande parte da energia do município e não apenas da escola. O projeto está em fase de estudos.    

A Fecam passou a apoiar o projeto neste ano, após o Congresso de Prefeitos 2018. Em fase de reposicionamento estratégico, a Federação está buscando cumprir seu papel social e de apoio aos municípios por intermédio de dois eixos de ação: gestão eficiente e cidades inteligentes. “Após o nosso grande evento estadual, a entidade se desafia a estabelecer ações concretas. O objetivo é ajudar a melhorar a gestão pública municipal e a difundir metodologias inteligentes que auxiliem os municípios na qualificação de seus processos internos e também na construção de cidades que acompanhem as tendências de inovação em benefício da população. É neste contexto que apoiamos o projeto Municípios Solares”, diz Rui Braun, diretor executivo da Fecam.

Após mostrar a importância e a viabilidade de investir na energia solar nas 10 regiões, as prefeituras interessadas deverão procurar o Instituto Ideal e a Fecam para dar início aos estudos e definir custos e locais de instalação da usina solar. “É importante frisar que os painéis solares podem ser instalados na cobertura de uma escola, de um ginásio, de áreas esportivas, do prédio da prefeitura ou até mesmo em um terreno baldio. Todas as cidades podem ter uma usina solar. E é justamente o que buscamos com este projeto”, afirmou Mauro Passos.

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Álvaro Dalmagro – com informações da Assessoria de Comunicação da Fecam

 


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